12 dezembro, 2006

Festa de confraternização da Sociedade Esportiva Cidade de Santos.

No último dia 02, compareci à festa de confraternização da Sociedade Esportiva Cidade de Santos. Fui recebido pelo Valtinho e seu irmão Dico que me apresentaram os dois únicos remanescentes da fundação do clube, dos idos de 1948, o Caçapa e o Navarro. Ambos me relataram como surgiu a sociedade que teve seu campo de futebol onde hoje é o C.T do Santos Futebol Clube. Aliás, dentro de um universo de campos, somente ali existiam os campos do Sul América (do Picuru) , Juventus, Largo do São Bento e Dom Peixito. Do outro lado da rua, na margem esquerda, o campo do City e na margem direita o campo do Santa Izabel. Em frente, onde está o 2º Distrito, o campo primeiramente do Bangu, depois o Palmeirinha do Cabral (pai do nosso querido jogador Cabralzinho que hoje é um excelente, mas injustiçado, técnico de futebol) e à tarde jogava o CMTC. Mais adiante, defronte à Santa Casa da Misericórdia onde hoje está o McDonalds, existiam os campos do Durite, 9 de Julho e o Jaú.

Segundo os beneméritos da S.E. Cidade de Santos, Caçapa e Navarro, ambos afirmaram que dos campos existentes no CT, apenas eles possuíam uma carta de concessão, cedida na época pelo então superintendente da Cia Docas de Santos, o Sr. Antonio Freire. Mas, na década de 70, por irregularidades praticadas pelos usuários dos demais campos, foram todos cassados pelo superintendente da época, o Sr. Berenguer.

Um grande feito, além das glórias do futebol, foi a aquisição da atual sede do clube na Rua Joaquim Távora nº 491, onde hoje divide suas dependências com o XI do Marapé.

Foi com grande satisfação que reencontrei um dos grandes jogadores, não só da várzea como também do futebol de praia, meu amigo Delfim que disputou junto comigo pela Seleção Paulista, o Campeonato Brasileiro de Futebol de Praia no Rio de Janeiro.

Marcaram presenca, entre outros: Valtinho, Fumanchu, Dico, Renato Pedalada, Zé dos Santos, Arlindo, Gilberto, ainda saudosos de seus craques do passado, Valdir e o carismático Tatarré que batia pênalti de chaleira.

Como podem perceber, citei nada mais do que treze clubes de futebol de várzea, e como estou armazenando dados para dar prosseguimento à idéia da montagem do Museu do Esporte Amador de Santos, gostaria de aproveitar o ensejo para pedir, encarecidamente, a colaboração de todos os amigos varzeanos, no intuito de enviar as histórias de seus clubes para que fiquem registradas para sempre.


Confira as fotos da festa.

Abraços do Gigi.

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