17 março, 2008

Clube Estrela de Ouro

 O começo:

"Corria o ano de 1947. Alguns garotos, todos do “gueto” comunitário da Av. Rei Alberto 239/241, de 10 a 16 anos, jogavam suas peladas, principalmente nos jogos dos de "baixo" contra "os de cima", utilizavam um campo cheio de lama, onde hoje se ergue o Senai. Surgiu a idéia de se formar um time de futebol infantil, com camisa e tudo mais. Os “donos do time” eram Yutaka Okumura, Antonio Koide, Katutoshi Ono, Tokuji Ono, Tsuneo Okida e Carlos Alberto do Nascimento. Foram convidados craques como o Vadico e o Lico. Começavam a ciscar na pelada o Mitsugu Ono, Tsuguio Okida, Assao Okida, Haruo Yamazawa, Mauro Nascimento. Não me lembro se o Kioshi Hamamoto tinha se iniciado no futebol. Começamos os preparativos da compra da camisa. A mensalidade era de Cr$ 5,00 por mês (cruzeiro que passou para cruzeiro novo, voltou para cruzeiro, cruzado e hoje é Real, perdendo uma infinidade de zeros). Como pegadores de bola de tênis do Saldanha, fizemos uma quadra nos fundos da casa do Kioshi Hamamoto e, posteriormente, aumentamos para o nosso campo de futebol."

A história do nome:

 "Em 1948, trocávamos idéias para o nome de batismo do nosso time. Alguém sugeriu "Estrela do Mar", influenciado pelas atividades de nossos pais na pesca. Falou-se também em "Estrela do Oriente", rememorando a origem paterna. Aí o Carlos Alberto falou "ESTRELA DE OURO". Deslumbrados, talvez, pelo fascínio que exerce o ouro nas crianças, como símbolo de riqueza, fixamo-nos nesse nome. A cor da camisa escolhida foi toda azul, lembrando o mar, com o símbolo atual, a Estrela de Ouro, no meio. Se não falha a memória, a gola era branca. Como tínhamos ido estudar em São Paulo, fomos encarregados de comprar o primeiro jogo de camisas. Ufa! Que sacrifício para juntar o primeiro dinheirinho. Não me lembro se foi pedida alguma contribuição. Naquela época, e naquela idade, não havia nem condições de pedir. Enfim, a estréia. Não me lembro do time adversário, nem do resultado. Mas algo ficou marcado em todos nós: na primeira lavada feita em cada uma das casas, começou a lamentação!!! As camisas tinham se desbotado. Fizemos uma série de jogos. Jogávamos no canal 6, no "Ferry Boat", no Macuco e em nosso campo. O tempo foi passando, a camisa desbotando e o time, entre altos e baixos, foi jogando..." Pela história do Jorge Nakai, a seguir, o time estava parado ou aguardando novas forças: "Meados de 1951. Onde hoje é o começo da Rua Republica do Equador, mais ou menos com a Av. dos Bancários, era um verdadeiro matagal e havia pequeno espaço dentro daquela "selva" onde a molecada se encontrava para bater um papo ou fumar escondido dos pais. Aos poucos a turma começou a roçar o mato afim de ampliar aquele espaço e fazer umas peladas no fim do dia. Em seguida, nasceu a idéia de formar um time de futebol. Já tínhamos o campo. As camisas, pedimos emprestada de um pessoal da colônia que morava perto do campo e eles não estavam usando na ocasião. Fomos atendidos..."

Verifica-se, portanto, a interligação das duas histórias. O campo é o mesmo, que foi ampliado; as camisas foram “emprestadas”; acreditamos, pois, que o pessoal da colônia que morava perto do campo também foi incluído no time. O nome do time permaneceu, pois estava inscrito na camisa. Houve, portanto, um reforço do pessoal mais novo. Continua o Jorge: "Formamos a Diretoria, sendo escolhido para presidente Akira Onishi; tesoureiro e secretário, Jorge Nakai; Diretor de Esporte e carregador de camisas, Yassutaro Taniguchi. Mais tarde, a Diretoria foi reforçada com Eiji Tuzuki, Hiroshi Onishi, Tokuji Ono e outros, como diretores auxiliares."

Reiniciou-se a cobrança de recibos. Através de colaborações espontâneas, foi encomendada a nova camisa, toda branca com uma faixa azul vertical e calções azuis. Chuteiras na época ninguém tinha. Pela sua colaboração sempre espontânea, a Tié-Sam (Tieko Takahashi, atual Sassaki) foi escolhida madrinha do time. Iniciaram-se, nesse período, os bailinhos com as moças que começavam a se incorporar ao clube. Os bailes eram realizados em barracões, depósitos, mas sempre com muito respeito e boa freqüência. Nesse período, respondia pela presidência o Tsuneo Okida e após um período de relativo sucesso, o time caia em compasso de espera.

Passado um certo tempo, sob a liderança de Jorge Nakai, o Clube é reativado e passa a realizar as suas atividades sociais no barracão do Onishi, com mesa de ping pong, bailinhos e como não podia de acontecer, o time de futebol voltou a brilhar.

Futebol
Esporte que deu origem ao Clube. Atualmente possui equipe de Master e Veteranos, que participam de Torneios Amadores na Cidade. Mantem em sua sede social, um campo de Futebol Society, onde são realizados jogos de recreação, amistosos e torneios Internos.

Fonte: Clube Estrela de Ouro







01 março, 2008

C.A. LIBERTADOR

A história do CLUBE ATLÉTICO LIBERTADOR pode ser acessada clicando aqui.

Abraços do Gigi.

GRAUSSÁS

Pelo valor dos elementos de que é composto, todos de recursos e de posição de destaque na sociedade santista, o GRUPO DOS GRAUSSÁS - Clube Recreativo e de Esportes, é também chamado por "Clube dos Milionários".

Foi fundador da Liga Santista de Voleibol. No primeiro torneio patrocinado por essa entidade, em 1938, o Grupo Graussás sagrou-se campeão por essa modalidade esportiva. Foi campeão do Torneio Início de 1939. No ano seguinte, fiel aos seus estatutos que davam ao clube um caráter mais recreativo, deixou de competir nesse genêro de atividade. Foi o primeiro clube de Santos, a armar nas praias locais, uma barraca das muitas que ora ornamentam a orla marítima.

Foram fundadores do Grupo Graussás, as senhorinhas: Alice Veiga de Oliveira, Edir Castro, Irba Castro e Ilka Otz; os senhores: Antonio de Almeida, Atabalipa de Castro, Afonso Rios Filho, Artur Barros, Alzemiro Ballio, Carlos Orselli, Elias Hortmann de Almeida, Francisco Simões Russo, João Guerra Figueiredo, José Guerra Figueiredo, E.V. Bitran, Haroldo Borges, Frannz Hotz, Jesus Covas Filho, Hélio Borba Vita, Leo Castro, Luiz Gonzaga Ferreira, Luiz Mendes Gonçalves, Lauro Martinho Paiva, Marcelo G. Fortes, Mauro Conceição, Mozart Massa, Nelson Ferreira, Paulo Martins Pinheiro e Waldemar de Souza.

Até a data de 1957, o Grupo Graussás passou pelas administrações de Atabalipa Castro, 1937; Leo Castro, 1938/1939; Adalberto de Castro Figueiredo, 1940/1941; Geraldo G. de Melo Peixoto, 1942/1943; Ary Diniz, 1944/1947; Aureliano Machado, 1948; José Fernandes Amorim, 1949/1950; Ari Diniz, 1951/1953; Renato Pimenta, 1954/1955 e Luiz Gonzaga Ferreira, 1956/1957.

Atualmente, o clube proporciona a seus associados a prática do tamboréu, tendo participado de torneios promovidos pela Comissão Central de Esportes e "A Gazeta Esportiva".

Sua barraca de praia é, até hoje, armada no local de sua fundação, na praia do Gonzaga, em frente à Rua Carlos Afonseca, próximo do Parque Balneário Hotel. Vale lembrar que, o Grupo dos Graussás foi o primeiro praticante de tamboréu em nossas praias.

O símbolo do clube é um carangueijo, de cor amarela, de origem das praias do Norte, de nome "graussá".

O primeiro Campeonato Aberto de Voleibol, da cidade de Santos, instituído pelo Jornal "A Tribuna", do qual participaram muitos clubes locais,foi vencedor o Grupo Graussás, em memoráveis jornadas. Quando do início da prática de voleibol em Santos, uma das mais retumbantes vitórias foi a obtida contra o forte conjunto representativo da Base Aérea de Santos, constituído de pessoal bem preparado. O Graussás, com uma rapaziada entusiasta, venceu pelo escore de 15 a 0.

DIRETORIA: Presidente, Luiz Gonzaga Ferreira; Vice-Presidente, Ary Diniz; 1º Secretário, Francisco Simões Russo; Diretor Esportivo, José Fernandes Amorim; Diretor de Patrimônio, Nilo Souza Alonso.

Fonte: