13 março, 2009

São Vicente Atlético Clube


No dia 21 de abril de 1928, na histórica Biquinha, um grupo de esportistas vicentinos , entre outros, os senhores: Eugênio Pilar, José Bastos, Vicente Trindade, Antônio Gardon, Odair de Castro Lima, Eliezer Lopes Fernandes, Onofre Ricardo, Pérsio Neves Requeijo, Oscar Pfaff, Fernando L. Fernandes, Célio Flávio de Lima, Adair de Oliveira e Adair Dias, que ali reunidos resolveram fundar uma agremiação esportiva. Em homenagem ao grande futebolista Luiz Matoso, o popular Feitiço, que naquela oportunidade jogava no Santos F. Clube, concordaram em dar o nome de Juvenil Feitiço ao clube que iriam fundar.As cores do novo time também homenageavam a equipe santista, preta e branca.

Naquele mesmo dia, lavraram a ata de fundação, na casa da Rua Padre Manoel, nº 10, e colocaram em campo a primeira equipe, assim constituída: Rico, Dias e Gardon; Pérsio, Onofre e Bastos; Vicente, Odair, Pfaff, Eliezer e Ninando. E também elegeram sua primeira diretoria, assim composta: presidente, Oscar Pfaff; secretário, Eugênio Pilar; tesoureiro, Eliezer Lopes Fernandes; diretor de esportes, Célio Flávio de Lima.

Com o decorrer dos anos, o clube cresceu e , em 1935 passou a denominar-se como Feitiço Atlético Clube.1935/1936/1937 – Foi Tri-campeão Vicentino

Durante vinte e dois anos, o Feitiço Atlético Clube marcou sua presença no esporte da Baixada Santista. Com o tempo, por motivos financeiros, começou a perder seu brilho. Sensibilizado pelo estado do Feitiço Atlético Clube, o empresário Mansueto Pierotti colocou em jogo sua palavra, ao prometer, entre os amigos, que reergueria a imagem do estádio.

Mansueto Pierotti incitava seus colegas. Ele que foi goleiro, defendendo as cores de seu clube, que fez de tudo no seu grêmio, não se omitia em nada. Seu espírito de sacrifício estava sempre presente. Cobrava mensalidades, carregava saco de roupa, conduzia os jogadores para o campo e então, como torcedor, gritava, incitava, chorava, ria, enfim punha sua alma à mostra. O que é mais admirável nesse grupo que se formou é que todos, desde Orlando Intrieri, também um dos baluartes, até o mais simples funcionário do clube, apoiavam Mansueto, que realmente encarnava o espírito de luta e dedicação.

Em 1939, a diretoria resolveu adquirir um terreno para a construção de sua praça de esportes a fim de proporcionar maior entretenimento aos associados. Depois de muito sacrifício e dificuldades, seus diretores com a ajuda de diversos esportistas conseguiram construir a praça de esportes "Mansueto Pierotti", orgulho da coletividade alvinegra do Parque Bitaru, justa homenagem ao maior defensor da agremiação.

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