29 abril, 2009

Real Colorado Praia Clube




O Real Colorado teve início com um grupo de estudantes apaixonados por futebol, como tantos outros que já jogavam bola juntos, porém sem compromisso e resolveram, então, formar um time e participar de competições oficiais. O Sr. Salvador Martinez, pai de um desses garotos, doou um jogo de camisas velhas de um clube que não existia mais, o Real Praia Clube, fundado por representantes farmacêuticos. Por isso, o nome acabou sendo mantido. Isso ocorreu em meados de 1970.
A partir de 1974, conforme escolha de alguns atletas mais antigos, acrescentou-se o Colorado, passando o clube a se chamar de Real Colorado Praia Clube, pois o antigo, Real Praia Clube, tinha dívidas anteriores na praça não quitadas. E finalmente, em 1978, o clube foi oficialmente registrado em cartório. A data de fundação ficou sendo o dia 17 de abril de 1978. As cores oficiais são o vermelho e o branco e seu símbolo é o “Brasinha”.
O Real Colorado, em sua fase mais ativa, chegou a ter mais de 120 sócios que jogavam o futebol de praia. Com as mensalidades pagas por esses sócios, o clube mantinha também equipes competitivas que disputavam os campeonatos oficiais de futebol amador e futebol de salão.
De 1979 a 1994 foram realizados onze torneio internos de futebol de praia entre associados e convidados, sendo que cada equipe contava com vinte atletas pagantes, representando um país. Em 1983, o torneio foi denominado “Taça Real”. Até 1988, a denominação passou a ser “Toca do Diabo” e, desse ano até 1994, foi acrescentada a denominação ”Respel” (empresa do associado Bispo, cuja história é contada mais adiante), em razão da colaboração que o mesmo prestava na obtenção de camisas para as equipes participantes.
A história do clube registra, de sua fundação aos dias de hoje, inúmeras conquistas como campeão e vice-campeão nas mais diversas categorias de várias competições promovidas pela Liga de Futebol Amador de Santos, Liga Santista de Futebol de Salão, Federação Paulista de Esportes de Praia, Prefeitura Municipal, SESC e outras entidades promotoras de eventos esportivos.
O ponto de encontro dos jogadores é o próprio local dos jogos aos sábados à tarde, nas imediações do emissário. Iniciam o jogo os 22 sócios que chegam e assinam a lista. Após o jogo, a turma vai para um bar localizado nas esquina das ruas Alfredo Albertini e João Caetano, no bairro do Marapé.
A arbitragem dos jogos é sempre feita, no primeiro tempo, pelo vigésimo terceiro a assinar a alista de presença, exceção feita quando alguém esta machucado e resolve apitar os dois tempos. O segundo tempo é apitado pelo jogador que sai para a entrada daquele que estava apitando. A armação e demarcação do campo e das traves são feitas pelos próprios atletas (aqueles de boa vontade). As traves ficam próximas ao Posto 1 de Salvamento, trancadas com cadeados em um espaço que é dividido com outro clube que joga nas proximidades.

Essas informações foram prestadas por Paulo Ricardo Alves, conhecido pelo apelido de “Paraguay”, professor de educação física e técnico de futebol formado, um dos fundadores do clube no ano de 1970, que dá o seguinte testemunho:
O motivo que levou a mim e a todos nós a permanecer no clube foi o gosto pelo futebol e, comisso, pudemos estreitar ainda mais nossa amizade. O Real Colorado Praia Clube era (e ainda é) um clube estritamente familiar onde aconteceram vários casamentos e todo nós, creio eu, tínhamos aquele orgulho de dizer que éramos do Real e do bairro do Marapé.

Ao longo desses 30 anos de atividades, passaram pelo clube alguns nomes que ganharam consagração nacional, como o zagueiro Fernando (Santos, Vasco da Gama, Flamengo, Atlético MG), Enéas (Santos), Totonho (A.A. Portuguesa, Santos e Paulista de Jundiaí), Penha (A.A. Portuguesa), Marcos Amaral (A.A.Portuguesa), Edmílson (A.A.Portuguesa e clubes de Portugal), Mourão (E.C. Juventus e clubes de Portugal) e Serrano (Juventude /RS).

Atualmente, o Real Colorado Praia Clube mantém ainda um grande número de participantes em seus torneios internos, seja de futebol, de carteado ou dominó. O tradicional treino do sábado a tarde, tornou-se um gratificante momento para que diferentes gerações vinculadas ao Marapé e ao clube se encontrem nas areias próximas ao emissário submarino, em frente a ilha Urubuqueçaba, e depois se confraternizem no bar do Orlando, local que em suas paredes guardam os troféus, conquistas e fotos de diferentes épocas do clube.

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